Ao plantar, precisamos ter noção da importância que o solo possui para o bom desenvolvimento das plantas. Afinal, existe vida no solo e ele é fundamental para o crescimento e saúde da vegetação que ali prospera.

Quanto mais vida existir no solo, melhor! É muito importante a presença de micro-organismos, bactérias e fungos, pois isso o deixa ainda mais fortalecido.

Uma maneira muito eficiente de proteger a lavoura de pragas, doenças e insetos é através do cuidado correto com o solo.

Dessa forma, o biofertilizante é uma ótima alternativa para corrigir possíveis desequilíbrios e garantir um solo saudável, sem prejudicar o meio ambiente com insumos químicos.

O biofertilizante é um adubo líquido muito rico em matéria orgânica, o qual fornece nutrientes fundamentais para o crescimento das plantas e também contribui para o controle e prevenção de insetos e doenças.

Sua aplicação pode ser via pulverização ou feito diretamente com a água de irrigação. Assim, ele irá auxiliar no crescimento da qualidade física, biológica e química do solo.

É possível que o biofertilizante seja de origem caseira, tendo baixo custo para o agricultor e oferecendo muitos benefícios para o seu plantio. Além disso, esse produto é seguro, pois diferente dos demais fertilizantes, só apresenta substâncias naturais, não oferecendo nenhum risco ao ser humano ou ao meio ambiente.

Os biofertilizantes ajudam a melhorar o desenvolvimento dos vegetais por intermédio de sua atuação no metabolismo das plantas, estimulando seus processos internos e características próprias de cada planta.

Esses compostos são extremamente úteis pois desenvolvem o potencial de desenvolvimento das plantas até mesmo em situações mais hostis para os organismos, como em períodos de estiagem, seca e temperaturas mais altas.

Assim, podemos listar alguns benefícios da utilização dos biofertilizantes para resumirmos suas vantagens:

  • Maior crescimento e desenvolvimento do vegetal;
  • Maior disponibilidade de nutrientes para as plantas;
  • Ganho de tamanho dos frutos, além de maior quantidade;
  • Contribui para o controle de pragas e doenças;
  • Não utiliza agrotóxicos;
  • Possui baixo custo;
  • Maior incidência de flores.

Produção dos biofertilizantes

Em sua maior parte, os biofertilizantes são compostos de humus, microrganismos, e outros compostos extraídos das plantas.

Sua produção é determinante para identificarmos o tipo de biofertilizante em questão. Por exemplo, na maior parte dos casos, utiliza-se o bom e velho esterco de gado. Rico em nutrientes e de fácil fermentação – que é algo importantíssimo, pois os biofertilizantes são produzidos em processos anaeróbicos de decomposição de matéria orgânica. Logo, o esterco deverá continuar sendo o preferido dos agricultores.

Existem outras formas de produção de biofertilizantes, como a utilização de verduras e frutas frescas ou outros tipos de plantas, além de galhos.

Segundo a EMBRAPA, podemos adaptar um passo-a-passo para a criação de um biofertilizante da seguinte forma:

1) mistura dos ingredientes (terra de mata, composto orgânico ou esterco, farelo de arroz ou algodão, farelo de mamona, farinha de ossos, resíduo de sementes, cinzas, rapadura ou açúcar mascavo, amido de mandioca e água);

2) adição de água em um tambor ou bombona plástica;

3) agitação três vezes ao dia, durante cinco minutos, ou aeração com auxílio de compressor de ar, em intervalos programados de uma hora. Após 08 dias, o biofertilizante pode ser utilizado.

É bom destacar que não existe um tipo de biofertilizante ideal para toda e qualquer cultura: cada ambiente terá seus déficits e necessidades, fazendo com que seja indispensável o conhecimento sobre o local para a aplicação do biofertilizante ideal.

Ou seja, o biofertilizante é um ótimo aliado para o plantio, uma vez que através do seu uso o agricultor estará cuidando do solo da forma que ele precisa, com baixo custo e sem degradar o meio ambiente. Uma ótima relação custo-benefício, não acha?!