O uso de produtos químicos nas lavouras ajuda a combater a incidência de pragas e doenças. No entanto, esses produtos, além de causarem danos aos alimentos, também geram danos ao meio ambiente.

Pode acontecer do produto químico acabar caindo no fruto ou folhas da planta e, assim, contaminar o alimento para consumo. Enquanto que outro problema é que esses produtos podem atingir organismos que são essenciais para a cultura, tais como os polinizadores, por exemplo.

E aqui surge a preocupação para evitar esses e outros problemas. E uma solução que vem sendo amplamente usada para contornar esse problema é a biotecnologia voltado ao campo.

Com o uso de organismos geneticamente modificados ou soluções como os biodefensivos os agricultores podem fazer o controle biológico das pragas agrícolas sem causar danos ao meio ambiente e ainda ganhando em produtividade e redução de custos.

 

Biotecnologia no controle de pragas e sustentabilidade

Em prol de uma agricultura mais produtiva, mais saudável e com menos impactos ambientais, a biotecnologia surge como uma ferramenta com a capacidade de agilizar as melhorias genéticas das culturas. Seja por meio da transformação genética de genes das plantas ou mesmo a manipulação de espécies como insetos.

Logo quando surgiu, a biotecnologia era vista com maus olhos, mas quando mostrou seu valor e essencialidade não apenas na agricultura, mas em outras áreas como a medicina, por exemplo, muitos começaram a adotar práticas relacionadas a ela.

Conforme o tempo passou, esse campo foi passando por aprimoramentos em suas pesquisas e hoje ela precisa atender as demandas agrícolas e também aos padrões exigidos no tocante as propriedades nutricionais e também nos padrões ambientais e de saúde. Logo, a biotecnologia no controle de pragas constitui-se numa alternativa saudável e sustentável também.

 

Controle biorracional de insetos e pragas para benefício do meio ambiente

Com essa preocupação por preservar e proteger o meio ambiente, surgiu o que é chamado de “controle biorracional de insetos e pragas”, buscando fazer o controle deles sem causar impactos ambientais.

Existem no Brasil oito unidades de pesquisa que integram o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) de Controle Biorracional de Insetos Pragas. E essas unidades estão persentes em cinco estados do país.

O objetivo delas é trabalhar no desenvolvimento de soluções para o controle de pragas e doenças nas plantações sem gerar danos ao meio ambiente.

Algumas das unidades que integram o INCt são a Universidade Estadual de São Paulo (Unesp), campus de Rio Claro e a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Essas universidades contam com o apoio da FAPESP e também do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) através do Temático-INCT.

Um exemplo das soluções que tem sido implementadas no Brasil são os inseticidas desenvolvidos por laboratórios biotecnológicos e usados para o controle biológico das pragas.

Aqui usam-se organismos geneticamente modificados o mesmo aqueles que foram exclusivamente desenvolvidos para esse propósito, com as características desejadas. Assim, é possível combater tantos as pragas como também possíveis doenças que venham atingir uma plantação.